As instituições de ensino superior privadas terão a oportunidade de se modernizar, destacou o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, no lançamento da Ação de Fomento à Inovação em Educação, nesta terça-feira (2), em Brasília. O programa é uma iniciativa da Financiadora de Inovação e Pesquisa (Finep), vinculada ao MCTIC, em parceria com o Ministério da Educação (MEC). 


“A Finep, deixando R$ 500 milhões à disposição desse projeto, mostra que acredita na modernização das instalações de ensino, no caminho da tecnologia e prepara o Brasil de amanhã, fortalecendo o ensino para os jovens de hoje”, disse Kassab.

Segundo ele, a linha de financiamento representa a superação de desafios por parte do poder público para atender à expectativa da sociedade brasileira por um ensino de qualidade.

Kassab também lembrou a cooperação, firmada entre o MCTIC e o MEC, para que todas as escolas públicas do Brasil recebam conexão de banda larga por meio do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC). “Vamos levar banda larga a todas as escolas públicas municipais, estaduais e da União, fazendo com que os instrumentos de trabalho dos nossos alunos sejam fortalecidos.”

O programa da Finep vai disponibilizar R$ 500 milhões para instituições de ensino superior privadas, na modalidade de crédito, com juros subsidiados, para o desenvolvimento de soluções inovadoras nas áreas de tecnologias digitais, interatividade e de ferramentas para atendimento aos alunos. Poderão solicitar financiamento instituições com pelo menos três anos de funcionamento. Os interessados deverão apresentar receita operacional bruta superior a R$ 16 milhões. Os projetos devem ser de, no mínimo, R$ 3 milhões.

Para o ministro da Educação, Rossieli Soares, o financiamento é importante porque as instituições privadas respondem atualmente por 75% das matrículas no ensino superior do Brasil. “Precisamos que essas instituições insiram nas suas ações pesquisas sobre metodologias de aprendizagem, práticas didáticas inovadoras e como melhorar a educação básica.”

De acordo com Rossieli Soares, 82% dos professores que estão em sala de aula nas escolas públicas são oriundos de universidades privadas. “É um grande passo para que essas instituições tenham, no futuro, um olhar especial sobre o processo de formação e de inovação.”

Crédito facilitado
O presidente em exercício da Finep, Ronaldo Camargo, ressaltou que é a primeira vez que a instituição oferece uma linha de financiamento reembolsável em parceira com Ministério da Educação. “Esse valor de R$ 500 milhões poderá ser ampliado à medida que o projeto for agregando novos participantes.”

Camargo reforçou que o programa é reflexo de uma grande reestruturação feita pela Finep nos últimos dois anos que permitiu facilitar o acesso ao crédito por meio de novas políticas públicas, com juros mais baixos e prazo de carência mais longo.

Os projetos das instituições de ensino serão avaliados pela Finep, juntamente com o MEC. Segundo Ronaldo Camargo, os juros serão diferenciados e devem variar entre 4,5% a 8,5% ao ano. As instituições selecionadas contarão com um prazo de carência para o pagamento do empréstimo de até 12 anos. Para solicitar o financiamento, é preciso acessar o site da Finep e preencher um formulário.

Projeto
A Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc) já apresentou um programa estratégico de inovação à Finep e deverá ser uma das primeiras instituições de ensino beneficiadas pelo financiamento. O projeto é uma parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e a Universidade La Salle, da Espanha. O professor Paulo Esteves, coordenador do Laboratório do Núcleo de Inovação Tecnológica (Labnita) da UFSC, explica que o objetivo é estruturar um ecossistema de inovação na região de Criciúma.

O programa da Unesc conta com quatro linhas de atuação que incluem a criação de um centro tecnológico e investimento em novas tecnologias educacionais. O valor do projeto é de R$ 34, 8 milhões. “Esse é um investimento que a universidade levaria dez anos para fazer. Com o programa, isso será acelerado para apenas dois anos”, afirma Esteves.

Para o professor, o ambiente de inovação que será criado beneficia a instituição, toda a região e principalmente os alunos, com melhores condições de pesquisa e mais tecnologia educacional. 

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